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Hélio Doyle (02/06)

quinta-feira, 2 de junho de 2016
Com o dinheiro do Estado é fácil prometer
O governo de Brasília promete pagar, no segundo semestre, os valores referentes aos reajustes salariais concedidos no governo de Agnelo Queiroz (foto). Estará, assim, cumprindo o compromisso assumido no ano passado, depois que diversas categorias entraram em greve exigindo o pagamento.
Os reajustes foram concedidos pelo governador Agnelo Queiroz por proposta do então secretário de Administração, mesmo com a advertência da Casa Civil e das secretarias de Fazenda e de Planejamento de que não haveria recursos para pagá-los. Depois foram aprovados pela Câmara Legislativa sem que houvesse previsão e disponibilidade no orçamento.
O difícil é cumprir a promessa
O governo atual não teve como pagar os reajustes em 2015, devido ao rombo deixado no orçamento e nas finanças por seu antecessor. Mas, diante das greves, o governador Rodrigo Rollemberg prometeu pagar os reajustes no segundo semestre deste ano.
Agora o governo garante que vai mesmo pagar, apesar de saber que é grande a probabilidade de não ter dinheiro para isso e para arcar com os salários e benefícios até dezembro. Tomara que consiga pagar. Mas não vai ser nada fácil.
Enganar é pior
A situação financeira do governo de Brasília é muito ruim, embora alguns de seus porta-vozes tentem transmitir um otimismo bem estilo Poliana.
Os esforços que têm sido feitos desde o início da gestão ajudaram a melhorar a situação, mas longe de resolvê-la. Nem a receita aumentou como precisava nem os gastos foram substancialmente reduzidos, como seria necessário.
As despesas com pessoal continuam a aumentar e a absorver quase 80% dos recursos. A dívida com fornecedores ainda é grande e não há capacidade de investimento para ajudar a movimentar a economia.
Vender otimismo no quadro atual é dar tiro no coração. Um tiro no pé seria um ferimento leve. Esse pode ser mortal.
Egoísmo corporativo
Muitos servidores públicos de Brasília têm toda razão em reclamar das condições de trabalho e da remuneração. Muitos têm motivos para reclamar de injustiças salariais, com algumas carreiras ganhando o teto e outras muito pouco. Os professores, por exemplo, embora tenham salários melhores do que têm seus colegas nos estados, ganham pouco diante da relevância de seu trabalho.
É preciso, porém, que os servidores entendam o momento pelo qual passam o país e o Distrito Federal e olhem a crise em volta. 
Servidores são essenciais (os que trabalham de verdade, claro) mas o Estado não pode viver em função deles.
Direção errada
Não são só servidores que parecem viver em outro mundo. Os rodoviários estão paralisando o transporte público para que lhes seja dado aumento salarial de 20%, fora outros benefícios.
Se a reivindicação for atendida, o dinheiro para isso vai sair dos cofres públicos, pois não há como aumentar as passagens agora. Tirar dinheiro dos cofres públicos para pagar reajuste fora da realidade para os rodoviários significa que o rombo vai crescer.
A população, especialmente os mais pobres, pagam duas vezes: com a paralisação dos ônibus e com a redução dos investimentos em áreas fundamentais.
Quem tem conta tem medo
Não há justificativa para ainda não ter sido resolvida a regulamentação do Uber em Brasília. A lentidão só se explica pelo medo que políticos, no Executivo e no Legislativo, têm de taxistas. Além de serem muitos, ainda há os que acreditam na bobagem de que eles influenciam os eleitores que transportam.
Políticos têm medo também do conselheiro Manoel de Andrade, antes conhecido como Manoelzinho dos Táxis. Um conselheiro do Tribunal de Contas do DF pode atrapalhar a vida de muita gente.
Burros e criminosos
Enquanto a regulamentação do Uber não sai, os taxistas vêm tendo sucesso em sua estranha e suicida tática de aumentar, a cada dia, a rejeição da população a eles. Os atos de violência cometidos por alguns motoristas são absurdos e inaceitáveis.
Os taxistas que se mostram bandidos acham que conseguirão implantar um clima de terror, assustando os usuários do Uber e fazendo-os voltar ao geralmente péssimo serviço que os táxis oferecem.
Não é exagero, diante dos últimos acontecimentos, falar que devem ser indiciados por tentativa de homicídio.
Questão de hierarquia
Leitores observam que as análises sobre as sucessões estaduais sempre consideram como atores fundamentais os vice-governadores, sucessores naturais quando o governador não pode ou não quer disputar a reeleição. Aqui em Brasília, nenhuma especulação sobre o quadro de 2018 inclui o vice-governador Renato Santana.
Observam que, mesmo quando se fala no possível rompimento do PSD com Rollemberg, o possível candidato ao governo pelo partido seria o deputado Rogério Rosso e não o vice-governador.
Mas não foi para isso que Rosso escolheu seu fiel escudeiro para o posto?
 
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