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Do Alto da Torre Redação JBr (01/06)

quarta-feira, 1 de junho de 2016
Pegou bem
A decisão do GDF de manter a promessa de reajuste dos salários dos servidores públicos em outubro pegou bem entre as categorias. A despeito de permanecer no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Buriti garantiu que os compromissos serão cumpridos. O presidente do Sindireta, Ibrahim Yusef (foto), classificou a postura do Executivo como positiva. “O governo tem condições de honrar a promessa, se houver vontade política”, ponderou Yusef. Caso a promessa não seja cumprida, o sindicalista prevê duas crises: a primeira é a retomada das greves simultâneas que, no ano passado, prejudicaram todo o Distrito Federal; a segunda é uma nova retração na economia, pois, sem os aumentos, os servidores vão apertar os cintos e menos dinheiro circulará no mercado.       
72 mil esperam
Em relação aos concursos públicos, Yusef concorda com a decisão do GDF de manter os certames, mesmo sem ter a possibilidade de nomear. “Mas estamos apreensivos. As carreiras estão envelhecendo e, nos próximos anos, será preciso preencher os cargos vagos. Muita gente vai se aposentar e não teremos mais pessoal na ponta para o atendimento da população. Não dá para anular os concursos, porque as pessoas dedicaram suas vidas para eles. A fila de espera que foi criada é uma solução menos traumática”, comentou. Sem condições legais para contratar, com exceção das áreas de saúde, educação e segurança, o Buriti criou um fila de espera que hoje está próxima de 72 mil, contando aprovados em vagas de editais e cadastro reserva. O presidente do Sindireta lembrou que o Tribunal de Contas do DF já emitiu uma decisão autorizando o GDF a contratar os candidatos aprovados em vagas dos certames tão logo as contas públicas deixem o limite prudencial da LRF.        

A maior promessa  
Considerando as repercussões dentro e fora do GDF, ao garantir a concessão dos aumentos, o Buriti fez a maior promessa do ano. O discurso acalmou as categorias em um período estratégico para a construção de uma agenda positiva, já que vários projetos estão e irão para a praça nos próximos meses, a exemplo do Circula Brasília, da Secretaria de Mobilidade. Por outro lado, se as palavras não se concretizarem em outubro, Rollemberg enfrentará a maior crise de seu governo, sem sombra de dúvida.

Pensatas e perguntas sobre o PPCUB 
A primeira reunião da Câmara Técnica do PPCUB levantou provocações fundamentais. Afinal de contas, qual é o objetivo da nova lei para Brasília? Preservar em nome da tradição? Permitir reinterpretações  em favor do  desenvolvimento? Liberar mudanças em busca do avanço da economia? Outro questionamento fundamental: as regras pensadas décadas atrás, na gênese da capital brasileira, são válidas para o presente? As perspectivas urbanísticas  das futuras gerações precisam ser norteadas ou presas por decisões e conceitos do passado? O grupo também levantou a discussão sobre a centralização de empregos e do fluxo de veículos no Plano Piloto. Se Brasília deve ser preservada pelo tombamento, porque ela continua sendo o ponto focal do desenvolvimento? Porque o DF ainda não desenvolveu novos centros? Taguatinga, por exemplo, já apresenta uma vocação natural para isso. Nesse debate, renasce outra dúvida: Quando o GDF vai inaugurar o novo  Centro Administrativo? Mesmo ostentando o título de cidade-parque, graças à escala bucólica, Brasília é também  essencialmente um centro urbano rodoviário, marcado pelo desenho pistas, tesourinhas e balões. Este valor ainda é o que a população deseja para o futuro? Nenhuma destas perguntas tem resposta fácil e todas merecem a reflexão de todos os brasilienses.                                

Sem crise para o Fundo Constitucional 
Em audiência pública na Câmara Legislativa para discutir a distribuição dos recursos do Fundo Constitucional do DF, ontem, chegaram a cogitar que, nos anos em que a Receita Corrente Líquida for menor em relação ao ano anterior, o repasse de recursos para custear segurança, saúde e educação da capital federal leve em consideração a inflação. Só não discutiram de onde sairia o dinheiro.

Almoço desmarcado
Ele pediu. Ele mesmo despediu. O líder da bancada do DF no Congresso Nacional, deputado Izalci Lucas (PSDB), havia conseguido uma agenda dos parlamentares com o governador Rodrigo Rollemberg, mas cancelou o almoço - marcado para ontem na Residência Oficial de Águas Claras -, quando viu que a reunião não teria quorum. O motivo? a notícia que corria aos quatro ventos de que eles iriam até lá negociar cargos no Governo do DF. “Comuniquei o governador do cancelamento e coloquei a bancada à disposição para receber o governo, no Congresso, caso queira tratar de assuntos de interesse do Buriti”, escreveu o tucano, em mensagem distribuída aos deputados e senadores.

Rosso recebe Temer
Além de todo o bafafá dos cargos, um evento marcado para o mesmo horário já tirou parte do quorum: ontem, o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) ofereceu um almoço ao presidente interino Michel Temer (PMDB) e os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados. 

O “bigulim” de “Telma Bolsonaro”
Os deputados distritais se revoltaram ao mencionar, ontem, em Plenário, o estupro coletivo de uma moça de 16 anos, no Rio de Janeiro. Começou uma discussão do que deveria ser feito para conter a violência contra mulheres. Telma Rufino (sem partido) pediu a palavra e falou, com a espontaneidade que lhe é peculiar: “Tem é que cortar o bigulim dos estupradores. Aí, sim, vai acabar a violência contra a mulher”. A fala rendeu à deputada, conhecida por não ter papas na língua, uma nova alcunha: “Telma Bolsonaro”. Coisa de Raimundo Ribeiro (PPS).
 
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