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Senado Federal confirma Eduardo Amorim como membro da Comissão do impeachment

quinta-feira, 21 de abril de 2016


     
                                                                                                                                                                                                                                                                                 “Não é um resultado qualquer, trata-se de um senhor resultado, representativo, significativo, em perfeita consonância com o escore das mais recentes pesquisas de opinião pública, dando conta do altíssimo grau de impopularidade da presidente Dilma Rousseff”, discursou o senador Eduardo Amorim (PSC-SE) repercutindo o resultado da votação, pela Câmara dos Deputados, da autorização do processo de impeachment.

Enaltecendo os números, o senador disse que o resultado foi expressivo nas duas pontas: de um lado, 367 votos dos deputados federais, ou seja, quase três quartos dos integrantes da Câmara votaram pelo prosseguimento do impedimento. “Foi uma vitória maiúscula dos que desejam que o Senado se debruce sobre o mérito da questão”, completou Eduardo.
Ao explicar a movimentação do rito na Câmara dos Deputados, o líder do PSC no Senado afirmou que “a decisão da Câmara dos Deputados, jurídica e politicamente irreparável, não saiu do nada, teve toda sua origem na maneira de governar o país nos últimos anos”. Para ele, o que mais importou não foi o interesse nem o bem-estar do povo, e sim uma ânsia desmedida de perpetuarem-se no poder.
“Evidente que isto abalou os pilares econômicos e sociais do país, e comprometeu a seriedade que deve ter o primeiro mandatário do país em cumprir nossa legislação, seja ela constitucional ou infraconstitucional”, explicou.
Processo
Analisando todo o processo até a chegada no Senado, o senador afirmou que para conseguir chegar aos votos de 2014, o governo gastou o que não podia, prometeu o que jamais poderia cumprir, congelou preços que explodiriam logo após o resultado das eleições. “Permitiu que mentiras fossem ditas aos eleitores brasileiros”, disse.
“Estamos agora diante das graves consequências sociais provocadas pela irresponsabilidade do atual governo, o desemprego está dentro de praticamente cada família brasileira. Os níveis de violência recrudesceram rapidamente”, detalhou Amorim.
Ao final da sua fala o senador Eduardo Amorim afirmou que “o afastamento poderá por fim à agonia em que vive o Brasil, poderá por fim à angústia em que se encontra o povo brasileiro”. O parlamentar acredita que se quer mudança, e “mudança como esta que se avizinha, dentro da lei e da ordem”.
O senador Eduardo Amorim teve sua participação na Comissão especial do impeachment no final da tarde da terça-feira. O Bloco Moderador, o qual ele faz parte indicou os senadores Wellington Fagundes (PR) e Zezé Perrela (PTB) para titulares e para suplentes, Eduardo Amorim (PSC) e Magno Malta (PR).
ASCOM sen. Amorim
 
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