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Do Alto da Torre Redação JBr (08/04)

sexta-feira, 8 de abril de 2016
Fora de tempo  
O governo Rollemberg passou os últimos dias anunciando  aos quatro ventos que não seria responsável pelo pacote de maldades contra os servidores públicos, em tramitação no Congresso Nacional. A grande questão é que esse projeto estava sendo criticado pelos sindicatos há semanas. Muitas categorias já declaravam que Rollemberg era o responsável ou co-autor do “pacotão do terror”.  Veículos de comunicação e blogs especializados noticiavam cada capítulo desse imbróglio. Somente quando o caldo estava para entornar com a possível  votação do PLC, nesta semana, o Buriti se pronunciou oficialmente. Na política, o timing é crucial. Lembrando que a votação do PLC foi adiada.                        

Traçado do imbróglio  
Em síntese, o PLC 257 estabelece o aumento do tempo de endividamento dos estados sob a condição de um severo arrocho nos gastos públicos da respectiva unidade da Federação, incluindo o congelamento dos salários das categorias. O projeto nasceu da negociação do Fórum de Governadores, encabeçado por Rollemberg, com o Ministério do Planejamento, em busca da retomada das operações de crédito da União e do alongamento do prazo para o pagamento das dívidas. O socialista argumenta que o Governo Federal não manteve a palavra e teria aproveitado a situação para aplicar uma imensa tesourada nos bolsos dos   trabalhadores.  

Personagem inesperado?  
O presidente do Tribunal de Contas do DF (TCDF), Renato Rainha (foto), participou ativamente do movimento para adiar a votação do PLC. Rainha é contrário ao projeto, pois alguns artigos do texto podem  afetar o quadro de funcionários do próprio TCDF. Sem economizar críticas e buscando apoio,   Rainha foi à Câmara Legislativa e, depois, montou vigília no Congresso Nacional. Nos bastidores, Rainha é cotado como possível concorrente ao Buriti em 2018. Oficialmente, ele nega. Vale a pena acompanhar as movimentações desse personagem até a composição das chapas majoritárias.       
Inércia 
Na leitura do deputado distrital Reginaldo Veras (PDT), o governo Rollemberg continua a sofrer de inércia em áreas estratégicas, principalmente no setor do desenvolvimento. O parlamentar considera preocupante que o GDF continue lento na liberação de alvarás e habite-se. “São questões relativamente simples. Mas que o governo está travando e atrapalhando o crescimento da cidade”, criticou. 

Relatório da CPI do Transporte sai até dia 18
Presidente da CPI do Transporte, o deputado Bispo Renato Andrade (PR) garante que a comissão encerrará seus trabalhos, no mais tardar, até a próxima sexta-feira, dia 18. A ausência de Galeno Furtado, de Maurício Gondim e do advogado Sacha Reck, convocados para depor na sessão de ontem do colegiado, em nada atrapalhará o trâmite da CPI. Os dois primeiros entregaram atestados médicos para justificar o não comparecimento, enquanto Galeno alegou estar fora de Brasília. Não haverá novos depoimentos à comissão.

Chance perdida 
 Andrade, inclusive, abriu mão de fazer valer sua prerrogativa de promover a condução coercitiva dos convocados. “Queríamos dar a oportunidade a eles de esclarecer as dúvidas surgidas após a busca e apreensão de documentos, mas, como não compareceram, as informações colhidas serão tratadas como fato no relatório”.  Uma coisa é certa: vem chumbo grosso por aí. 

No forno 
Com a aproximação do fim da investigação na área de transportes e a instalação, em andamento, da Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar possíveis irregularidades na saúde pública do DF, outra CPI já está na fila de espera para ser aberta na Câmara Legislativa. Desta vez, os holofotes dos distritais jogaram luz no universo sombrio dos casos de abusos contra menores. 

Ladrão de sonhos
Levando em conta que Brasília é a quinta unidade da Federação em casos dessa natureza, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o deputado Rodrigo Delmasso (PTN) pediu a instalação de uma CPI para apurar  denúncias de pedofilia e de exploração sexual de crianças e adolescentes no DF.  “O pedófilo rouba os sonhos, a infância e a esperança das crianças. Os traumas, muitas vezes, vão além de transtornos emocionais e as marcas são para a vida toda. Temos que colocar esses bandidos na cadeia”, afirma Delmasso.

Túnel do tempo 
O deputado distrital Julio Cesar (PRB), líder do governo na Câmara, entende que as raízes do precário funcionamento da rede pública de saúde do DF foram fincadas muito antes do período que a CPI da Saúde pretende investigar: de 2011 a março de 2016. O parlamentar considera que, para ter o merecido êxito,  é fundamental que a apuração dos fatos comece por 2007, ano em que, segundo ele, a crise começou. “É inadmissível instalar a CPI sem a inclusão desse período, pois, do contrário, poderemos ver um assunto tão sério se transformar em palanque político, e , sinceramente, não é essa a intenção”, protesta.
 
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