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Confronto entre PMDB e PT se reflete na política do DF

terça-feira, 19 de abril de 2016
Juntos na eleição passada, os dois partidos repetem na capital a ruptura que opõem Dilma e o vice Temer
Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br
O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff afasta do PT, definitivamente, o diretório regional do PMDB para as eleições de 2018, ao mesmo tempo que o reforça. O presidente regional da sigla, Tadeu Filippelli (foto), faz parte do núcleo estratégico do vice-presidente da Republica, Michel Temer. A foto que registrou o sorriso de  Temer  ao ver a Câmara dos Deputados aprovar o impedimento de Dilma também mostrou Filippelli ao seu lado.       
Filippelli participa das articulações para formulação de um eventual governo tampão do PMDB, caso o Senado Federal decida pelo afastamento de Dilma. Além disso, também poderá ser escalado para uma cargo  de destaque  na possível  administração Temer. Filippelli se aproximou de Temer há anos e, em 2009, o partido o indicou presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara dos Deputados.
“O PMDB tem candidato para 2018. É Tadeu Filippelli. Obviamente, um cenário com Michel Temer como presidente faz com que a candidatura própria do PMDB para 2018 ganhe muita força”, ponderou o deputado distrital Rafael Prudente (PMDB). Para ele, eventual gestão Temer pode levar a uma aproximação  com o PSB, do governador  Rodrigo Rollemberg,  antes das eleições.
“O GDF não pode ficar deslocado do Governo Federal. Isso não quer dizer que seremos base de Rollemberg ou que deixaremos de lado nosso projeto para 2018”, explicou Prudente. Seguindo o estilo silencioso adotado por  Temer após a votação na Câmara, Filippelli declarou que não poderia falar com a reportagem, em respeito ao momento de indefinição política do Brasil.       
Nomes em ascensão
O professor João Paulo Peixoto,  cientista político da Universidade de Brasília (UnB), considera que o impeachment está catapultando as imagens de Tadeu Filippelli (foto) e do deputado federal e presidente da comissão especial do impeachment, Rogério Rosso (PSD). Caso eventual gestão Temer seja bem sucedida, Filippelli ganhará mais visibilidade na opinião pública, conforme a posição que ocupe no governo. É claro que se o gestão tampão naufragar, Filippelli também correrá riscos.
Aliança podia ser ivertida, mas implodiu
Em 2010, PT e PMDB caminharam juntos nas eleições locais e nacionais, quando Agnelo Queiroz elegeu-se  governador do DF tendo  Tadeu Filippelli  como vice. Desde 2015, figurões das duas siglas analisavam a possibilidade de uma nova aliança tendo o PMDB como cabeça de chapa. 
Após o antigo aliado protagonizar a articulação para a aprovação do afastamento de Dilma no plenário da Câmara, nas próximas eleições os dois partidos dificilmente estarão no mesmo lado da tabuleiro.
“Pela forma com que eles agiram, me parece que sempre estiveram do lado contrário do PT, não é?! Se aproveitaram da oportunidade de estar nos governos do PT, sem nenhum voto, e agora estão aí se comportando como oposição. Isso é trairagem e o povo está de olho nisso. O PT precisa se reaproximar dos partidos e forças verdadeiramente de esquerda, fazer uma autocrítica antes que seja tarde demais”, desabafou o deputado distrital Ricardo Vale, secretário-geral do PT no DF.
Isolamento
O diretório regional do partido ainda não definiu oficialmente que posições tomará e quais serão as implicações da aprovação do impeachment na Câmara. Mas para Vale estas são questões  de difíceis respostas. “O PT já está isolado por quase todas as forças políticas da cidade, algumas ideologicamente e outras por traição. Erramos muito na política de alianças. O DF tem três senadores, um governador e o vice do Agnelo que estão apoiando o golpismo. Todos estiveram com o PT ou no PT em algum momento”, comentou.
O líder do PT na Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure, lembrou que seu grupo político dentro do partido sempre foi contrário à aliança com o PMDB, desde a formulação de chapas para 2010.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
 
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