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Para o Sinpol-DF, criminalidade só será contida com investimentos na investigação

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016


03.02.15 - Homem morto no Guara - Leonardo Arruda Metropoles
Homem foi morto enquanto buscava os filhos em uma escola (Foto: Leonardo Arruda/Metropoles)
O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) manifesta solidariedade aos familiares e amigos da vítima do latrocínio ocorrido na tarde desta terça feira, 2 de fevereiro, em frente ao Colégio Rogacionista, no Guará.
A vítima, Eli Roberto Chagas, um pai de família que ia buscar seus dois filhos na escola, aguardava-os junto ao carro recém adquirido, quando um assaltante anunciou o roubo e, mesmo já tomando posse do bem, desferiu três tiros no servidor público, que veio a óbito no local.
Como se não bastasse roubar o veículo que acabara de ser comprado com o dinheiro suado, o ladrão roubou, também, a vida um homem trabalhador, o pai de duas crianças – agora, órfãs.
Essa é mais uma tragédia que atinge uma família, uma cidade, toda uma população. Esse crime não pode ser visto como um caso isolado: todos os dias – frisamos, todos os dias – são roubados 40 veículos nas ruas do Distrito Federal. Ao longo de um mês, são quase 1.200 veículos. Portanto, todos os dias, 40 pais ou mães de família saem de casa, correndo o risco de ter seu veículo roubado e, mais ainda, de serem atingidos por um tiro.
Primeiro, é importante lembrar que o criminoso não deixa de cometer o crime em razão de visualizar um policial ou uma viatura na rua. O crime migra, ele não deixa de acontecer. O criminoso se afasta, se disfarça e procura um local mais tranquilo para cometer o delito. Normalmente, em casos de roubos de veículos há um carro de apoio e comparsas para auxiliar no êxito do assalto e na fuga. Nesse caso, provavelmente, não foi diferente.
O comércio de veículos roubados é complexo e organizado. Há diversas quadrilhas atuando no DF. Algumas baseadas aqui; outras, no entorno. Há muitos adolescentes e ladrões contumazes roubando os carros; há centenas de receptadores desses veículos; dezenas de falsificadores de documentos; outros tantos adulteradores de placas e chassis; mais centenas de receptadores de peças roubadas e compradores de boa e de má-fé no mercado paralelo.
O que move todos eles é o dinheiro fácil e a certeza da impunidade. Assim, por mais policiais que se coloque nas ruas a fim de prevenir os roubos, eles continuarão a acontecer em lugares onde não haja policiamento.
O que pode diminuir esses crimes é a efetiva investigação dessas quadrilhas e organizações criminosas, com a coleta de provas para apresentação à Justiça e posterior condenação do criminoso. No entanto, para que isso aconteça é necessário um maior número de agentes investigando essa grande teia criminosa. Hoje, em todo o Distrito Federal, apenas cerca de 30 policiais civis são responsáveis por essa atividade investigativa, na Delegacia Especializada. Seriam necessários pelo menos 100 destes profissionais.
O Fundo Constitucional do DF deveria servir prioritariamente para manter os serviços de Segurança Pública da Capital Federal. Mas eles têm sido utilizados em grande parte para outras áreas do Governo. Os recursos que mantêm a segurança pública são federais e não são utilizados no cálculo da Lei de Responsabilidade Fiscal.
É preciso que o Governo do Distrito Federal perceba, de uma vez por todas, que, diferentemente de outras áreas do serviço público, quando não se investe em Segurança Pública, todos saímos perdendo: perdemos o patrimônio, um carro, um celular; perdemos, acima de tudo, vidas.
Hoje, dois jovens perderam sua referência. Amanhã, pode ser qualquer um de nós.
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JUNTOS SOMOS FORTES!
 
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