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Insatisfação e estratégia sucessória criam risco de bancada do PMDB na CLDF ser reduzida a zero

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016


A redução da bancada será de pelo menos dois dos três distritais da legenda
Isaac Marra
isaac.marra@jornaldebrasilia.com.br
Ao mesmo tempo em que busca reforçar seu capital político no Distrito Federal, por meio de alianças ou do controle de outras legendas, o PMDB corre o risco de ver sua representação na Câmara Legislativa reduzida a zero. A redução da bancada será de pelo menos dois dos três distritais da legenda. Motivo? A forma como o partido é conduzido no DF e a falta de espaço para os detentores de mandatos. 
A insurgência contra o que consideram uma postura autoritária do presidente do partido, Tadeu Filippelli, agora parte do deputado Wellington Luiz, líder da legenda na Câmara Legislativa. O distrital admite sair da legenda. “Se não houver uma mudança no tratamento e a abertura de espaço no partido para os parlamentares com mandato, não descarto a possibilidade de deixar a legenda”, avalia Wellington, que estuda propostas de outros partidos. 
Também com propostas de, segundo ele, oito siglas, Rafael Prudente não confirma, mas considera pular do barco peemedebista, embora manifeste o desejo de permanecer na legenda. 
O mistério em torno da saída do parlamentar será objeto de especulação durante trinta dias, prazo que os parlamentares podem usufruir dos benefícios da janela. “Essa é a hora de todo mundo refletir, dentro e fora do partido, para se acomodar da forma que gostaria”, afirma. Se ainda não confirmou a intenção de sair do partido, Prudente deve fazer jus ao sobrenome e tratar uma eventual nova filiação com cautela.
Essa é a hora
Presidente do PMDB-DF, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli encara eventuais mudanças com naturalidade. “A janela de troca partidária é o momento em que os parlamentares analisam a permanência ou não em determinada sigla”, afirmou.
Filippelli discorda da alegada falta de diálogo. “O PMDB tem conversado com todos os seus parlamentares”, minimiza o presidente da sigla aqui no DF.
Vale até aliança para encontrar um novo ninho
Primeiro a se rebelar contra a postura do PMDB, o deputado Robério Negreiros chegou a entrar na Justiça pleiteando o seu desligamento do partido. Mas, ele abriu mão de tomar essa decisão porque a janela ocorreria antes de uma decisão judicial. 
Iniciado ontem, o prazo para troca de partidos sem prejuízo do mandato soou como um cântico  à liberdade. Acompanhado pelo deputado Cristiano Araújo, que estuda deixar o PTB, Robério almeja um partido em que ele, e Araújo, possam ter influência nas decisões. Cristiano confirma uma aliança com Robério nessas condições. 
Robério ainda não definiu seu novo ninho, mas as circunstâncias o colocaram, mais uma vez, em rota de colisão com o presidente regional do PMDB, Tadeu Filippelli, já que o PP estava entre os objetos de desejo da  dupla. A entrada do deputado federal Alberto Fraga (DEM) no circuito tumultuou o meio de campo da articulação, engendrada por gente do peso de Michel Temer, presidente nacional do PMDB, e Ciro Nogueira, comandante-mór do PP.  O DEM pode acabar sendo o destino final da dupla Negreiros-Araújo.
No plano original peemedebista, o deputado federal Rôney Nemer deixaria o partido e se filiaria ao PP, tudo para fortalecer a musculatura da legenda e engordar o tempo de televisão de olho em 2018. 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
 
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