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Do Alto da Torre Redação JBr (23/02)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Governador ignora estrutura  e cria grupo para discutir universidade regional 
Está para acabar o segundo mês do segundo ano de mandato do governador Rodrigo Rollemberg e ele ainda não acertou o compasso com o que seria a base aliada na Câmara Legislativa. Pequenos embates e insatisfações têm marcado a relação tortuosa entre os dois poderes. O deputado distrital Cláudio Abrantes (Rede - foto), forte candidato para engrossar as fileiras do Buriti na Casa, tem acumulado dissabores. Agora, o motivo é a criação da universidade distrital. O ex-petista, que chegou a criar a Frente Parlamentar em Defesa da Universidade Pública do DF no ano passado, está indignado com o fato de o governador ter ignorado a existência e todas as discussões já levantadas pela Fundação Universidade Aberta de Brasília (Funab), criada no governo Agnelo, e instituído um grupo de trabalho para começar, do zero, um estudo técnico para a instituição do que já chamam de “Universidade Regional de Brasília e Entorno (Urbe)”.  
Efeito suspensivo
Abrantes pretende apresentar hoje um Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos do decreto publicado no dia 17 de fevereiro no Diário Oficial do DF.  A principal argumentação é de que o governo mantém há três anos uma estrutura para pensar a universidade regional e que a atual gestão simplesmente ignorou o trabalho já realizado para estabelecer um novo grupo. Além de desperdiçar o dinheiro público, Rollemberg nem sequer avaliou o que já foi feito.

Recorrente
Esta não é a primeira vez que o deputado de Planaltina se irrita com a atual gestão. Em dezembro, um grupo de policiais civis, sob o comando de Abrantes, apresentou um projeto para a criação de uma coordenação de desaparecidos. O governo roubou a ideia,  implementou a estrutura e ignorou as indicações do distrital. 

Nem tranquilo, nem favorável 
Os projetos da Luos e do PPCUB ainda não chegaram à Câmara Legislativa, mas já estão gerando polêmica. Tem gente dizendo que o governo teria feito mudanças em praticamente todo o texto, que foi retirado do Legislativo no ano passado. Os mais otimistas comentam que ambas serão “caixinhas de surpresas”. Pessimistas preveem muita discussão e intriga entre os distritais e o Buriti. A reformulação do Código de Obras também está aquecendo os bastidores. Aparentemente, o Executivo teria reduzido o projeto de 500 para 200 páginas. Tudo estaria tranquilo até este ponto, mas os distritais souberam que o GDF planeja ajustar a implementação do novo e “enxuto” projeto com decretos, sem passar pelo Plenário. Aí o cenário não ficou nem um pouco favorável.  

Discutindo a relação 
O governador Rodrigo Rollemberg deverá se reunir com a cúpula do PDT nesta semana, provavelmente nesta quarta-feira. O encontro terá a presença do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, do presidente regional no DF, Georges Michel, do deputado distrital Reginaldo Veras e do secretário do Trabalho, Joe Valle. O objetivo da conversa é recalibrar a aliança local, levando especialmente em consideração as desfiliações dos senadores Cristovam Buarque e Antônio José Reguffe e da presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão.   

Duplas afinadas
Eles devem se desfiliar em parzinhos: Cristiano Araújo (PTB) e Robério Negreiros (PMDB); Wellington Luiz (PMDB) e Rafael Prudente (PMDB). E estão bem afinados. Os quatro não devem ir para a mesma legenda, porque isso poderia inviabilizar a reeleição em 2018. Mas estão articulando, juntos, os planos para as próximas eleições. Em rápida reunião no gabinete de Cristiano, ontem, Rafael e Wellington trataram do assunto, mas desconversaram sobre o que falaram. "Não houve acordo", despistou o deputado do PTB, em tom de brincadeira. 

Processo de desconstrução
O GDF enfrenta dificuldades para fazer algo novo e parece não saber como lidar com os programas mais antigos, mesmo os de grande sucesso. Foi assim com o aumento do preço das refeições nos restaurantes populares e até com o Nota Legal, que perdeu parte do seu atrativo com a redução do crédito que volta para o contribuinte, desestimulando a cobrança pela nota fiscal.

Esporte contra o crime
A nova vítima deste processo é o programa Esporte à Meia-Noite, reconhecido nacionalmente por sua eficácia em tirar jovens das ruas por meio do esporte. No ano passado houve ameaça de simplesmente acabar com o programa, mas alguma alma de bom senso conseguiu mantê-lo. Mas as ameaças continuam.

Fora da madrugada
O GDF estuda a redução do horário de funcionamento. Hoje, o Esporte à Meia-Noite funciona até as duas horas da madrugada, o que beneficia muito mais gente e garante a eficácia. Mas um iluminado propôs limitar o programa até a meia-noite – só falta mudar o nome para Esporte até a Meia-Noite. 

Por que não 100?
Para justificar a sandice de querer encerrar ou alterar o programa, burocratas afirmam que o GDF se prepara para lançar 99 programas sociais. Mas a pergunta é: uma coisa exclui a outra? Por que o DF não pode ter 100 programas sociais? Será que alguém tem dúvida de que comunidades como Estrutural e Planaltina precisam desse programa para manter seus jovens fora da tentação da criminalidade? Não precisa ir longe: as secretarias de Segurança Pública e Paz Social e de Educação, Esporte e Lazer têm em mãos números que comprovam o sucesso e a importância do Esporte à Meia-Noite.

Mudança indesejada 
Ao saber da possível mudança do horário do programa, o líder do governo, deputado distrital Julio Cesar (PRB), solicitou uma reunião com a Secretaria de Educação para esta semana. O parlamentar, autor do projeto de lei que institui o programa, não considera aceitável a troca. "Levantei essa bandeira desde o início do meu mandato e sempre vou defendê-la com força total. Não concordo com a mudança de horário, pois isso descaracteriza o programa", afirmou o deputado.
 
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