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Do Alto da Torre Redação JBr (16/02)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Ameaça não virá da esquerda
O governador Rodrigo Rollemberg  acredita que o principal adversário nas eleições sucessórias de 2018 não virá da esquerda. Disputará com os grupos políticos que participaram dos governos Roriz e Arruda, unificados ou não. Rollemberg sabe que, mesmo faltando dois anos e meio para a eleição, já ocorrem reuniões entre oposicionistas dessas correntes, embora ainda não tenha ocorrido convergência em torno de nomes.

Desgaste petista
À parte o fato de manter relações civilizadas com parcela significativa do PT, o governador avalia que o partido saiu muito desgastado da eleição passada. Não está nos seus cálculos imediatos o surgimento de uma liderança petista capaz de polarizar o processo eleitoral. Também não acredita — ou não quer acreditar — em candidaturas dos senadores Cristovam Buarque e José Antônio Reguffe. Cristovam, com efeito, costura uma candidatura a presidente da República. E foi até convidado por Rollemberg para se filiar ao seu PSB.

Faltam votos 
É inevitável que surjam mais candidaturas à esquerda, caso do PSOL. Mas Toninho Andrade, que foi muito bem nas eleições de 2010, não repetiu a performance quatro anos depois. Outras legendas de pequeno porte podem lançar candidatura. Certamente não será daí que  virá um susto para o Buriti. 

Faraj lidera corrida por secretaria 
O grupo político da deputada distrital Sandra Faraj (SD) está a poucos passos de conseguir o comando da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). A pasta está no centro das atenções da nova dança das cadeiras do Palácio do Buriti. Até o final do Carnaval, a parlamentar liderava a disputa com grande vantagem. No entanto, a vitória deverá ter um preço. Neste cenário, Faraj corre o risco de perder a administração regional de Taguatinga. Um espaço de grande peso político e visibilidade.

Testemunha-bomba na CPI dos Transportes...  
Parece filme, mas não é. Perto da conclusão dos trabalhos, a CPI dos Transportes foi procurada por um empresário alegando possuir informações explosivas na investigação da controversa licitação do sistema de ônibus públicos do governo passado. “Pelo o que ele nos passou previamente, acredito que vai confirmar muita coisa que estávamos investigando. E talvez apresente dados novos de personagens dessa história”, antecipou o presidente da CPI, deputado distrital Bispo Renato (PR).

…em estudo para explodir 
O parlamentar explicou que a assessoria da comissão e alguns órgãos de fiscalização estão verificando e checando as informações deste empresário. Caso as revelações tenham raízes firmes, Bispo Renato pretende convocar o empresário para depor nos próximos dias e não descarta a possibilidade de abrir uma sessão extraordinária para tanto. Se não for um “estalinho”, este explosivo poderá ser digno de uma sala de cinema. 

PT contra a reeleição na Câmara
A Executiva Regional do PT fechou posição contra a possibilidade de manutenção do comando do Legislativo, sonhada pela atual presidente, deputada distrital Celina Leão (PDT). “Não aprovamos nem mesmo na época do presidente Patrício (PT). E olha que ele queria. Acho que no Legislativo não cabe esse tipo de reeleição. Isso vicia o processo. É muito melhor incentivarmos o rodízio”, argumentou o presidente regional do PT, Roberto Policarpo. Além do líder do partido na Câmara, deputado Wasny de Roure, e do secretário-geral, deputado Ricardo Vale, também foi convidado o distrital Chico Vigilante. “Fizemos um balanço de 2015 e vamos sintonizar as ações da bancada com o partido neste ano”, concluiu Policarpo. A reunião da Executiva ocorreu ontem à noite. Ainda falta convencer um dos distritais petistas.

Procura-se um navegador 
Personagens do governo Rollemberg alertam pela falta de um profissional fundamental para a condução do Buriti: a de um assessor que faça um mapeamento dos principais projetos do Executivo e quais seriam suas implicações sociais, políticas, administrativas e midiáticas. “Hoje quem faz isso? Quem redige uma análise dos projetos para o governador?”, questionou um aliado.  Tal ator faria resumos analíticos dos projetos governamentais considerando o andamento de cada ação e quais seriam as conexões com as demais áreas do governo. Seria uma espécie de navegador que apontaria as prováveis rotas para o núcleo do Executivo, alertando para riscos e apontando as rotas mais seguras. 
PINGUE PONGUE
Ex-secretário da Casa Civil do governo Rodrigo Rollemberg, Hélio Doyle diz que falta à atual gestão mais  diálogo com a sociedade. Critica duramente a Câmara Legislativa e diz que os deputados atrapalham o governo. “Os deputados são chantagistas, sempre querem mais”, afirma, ao dizer que a atual gestão cede à pressão do Legislativo.    
Como o senhor avalia o governo Rollemberg?
É um governo que enfrenta muitas dificuldades, que tem procurado tomar as medidas para que a situação volte à normalidade. Tem pontos positivos e negativos. 
Quais são os  negativos?
O mais negativo deles é a incapacidade que demonstrou até agora de ter um diálogo sistemático e consistente com a sociedade. Este problema está associado a outros, como a falta de método. A crise financeira atrapalhou o planejamento também. O governo ficou muito tempo apagando incêndios. Acho que isso explica, mas não justifica, porque o governo deveria ter planejamento, um rumo. A equipe fica meio perdida, meio atabalhoada.
A relação com a Câmara Legislativa é um dos erros?
O governo poderia ter optado por métodos novos de fazer política, mas  entrou no convencional, na velha política. Mas  de maneira envergonhada e não consegue os benefícios que poderia ter. O governo foi loteado, mas os deputados fazem o que querem. É a pior das situações. 
Desde que saiu do governo, o senhor tem feito duras críticas ao Legislativo...
Os deputados não se sentem comprometidos com o governo, com a cidade. Vários deles querem que o governo se dê mal, porque querem a volta dos grupos que representam, incluindo a presidente da Casa (deputada  Celina Leão). A Câmara não ajuda,  atrapalha. Os deputados trabalham pelos interesses políticos e pessoais.  Pensam  apenas nos grupinhos que podem reelegê-los. Um dos grandes erros que o governo cometeu foi aceitar as imposições da Câmara, retirando projetos importantes.  Na média, os deputados são uma nulidade intelectualmente, politicamente. O governo, em vez de enfrentar o debate, faz o que a Câmara quer. E deputado é saco sem fundo, é chantagista. Sempre querem mais.
 
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