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50 ANOS DA POLÍCIA MILITAR NO PLANALTO CENTRAL

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
“A História reflete a ação do homem e analisa os eventos ocorridos em determinados momentos. Esse processo começa quando encontram os elementos de sua existência nas realizações daqueles que os antecederam.
A história é, certamente, produto de sonhos...
Não se passa pela vida sem deixar rastros do caminhar, erros cometidos, tomadas de decisões, mágoas, princípios, honra, enfim, marcas indeléveis de atitudes.
As ações são balizas que mostram o caminho a ser seguido fazendo com que, dia após dia, o azimute estabelecido pela bússola da vida sele o caráter e a retidão.
Como a afrontar o desconhecido, um dia alguns ousaram sonhar o que os outros diziam ser impossível alcançar.
Outros, mais adiante, mesmo na incerteza ou impossibilidade de sucesso, ousaram transformar a aspiração em realidade.
Assim, por um instante, tentemos voltar no tempo.
O relógio da memória, em sua cadência de regresso, descompassa o coração inquieto e emocionado.
É hora de recordar!” (...)

(Trecho da Ordem do Dia do Comandante do Regimento de Polícia Montada da PMDF em 23 de junho de 2011).

Em 17 de novembro de 1920, pelo Decreto nº 14.477, a Brigada Policial do Distrito Federal passa a ter a denominação de Polícia Militar do Distrito Federal.
Quando da construção e instalação da nova capital, Brasília, cria-se um mecanismo para atender às necessidades de proteção e segurança dos canteiros de obras e nos núcleos habitacionais.


A Guarda Especial de Brasília (GEB)[1] era um serviço de vigilância ligado à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (NOVACAP)[2], enquadrada como força policial. Naquela época a GEB fazia, também, o policiamento urbano em apoio ao Serviço de Polícia Metropolitana, o qual era encarregado das atribuições de Polícia judiciária, pelos distritos policiais e delegacias especializadas.
Com a mudança da Capital Federal para Brasília, em 1960, a Corporação foi compulsoriamente “incorporada” ao efetivo da Força Pública do recém-criado Estado da Guanabara, sem perder, entretanto, sua denominação. Injustamente e de maneira depreciativa passou a ser responsável, tão somente, pela guarda das instalações do próprio federal no Rio de Janeiro.
A Lei nº 4242, de 17 de julho de 1963, do Senador Santiago Dantas, garantia aos policiais militares do então Distrito Federal a transferência definitiva para a nova capital. Foram conhecidos como os “OPTANTES”,
Em 1965, o Diretor do Departamento Federal de Segurança Pública, ao qual a PMDF era subordinada, determinou ao Comandante-Geral da Corporação que instalasse em Brasília uma unidade administrativa, com efetivo orgânico de uma Companhia de Polícia Militar e com a finalidade de executar o serviço de trânsito do DF.

A TRANSFERÊNCIA

No dia 20 de janeiro de 1966 chegou, em Brasília, o Pelotão Precursor composto de artífices e profissionais qualificados (pintores, mecânicos, motoristas, eletricistas, datilógrafos, cozinheiros, entre outras especialidades), com o objetivo de preparar a vinda da tropa designada.
No dia 14 de fevereiro de 1966, às 09h30, em um dia ensolarado, sob o comando do então CAP PM ABENANTE DE MELLO E SOUZA, o grupo de 150 policiais militares embarcam em 03 (três) ônibus da Viação “Estradas de Ferro Urca”, na Estação Quintino Bocayuva, no Rio de Janeiro, rumo ao Planalto Central.
Chegam, após 30 (trinta) horas de viagem, às 15h30 do dia 15 de fevereiro de 1966 e formaram a 1ª Companhia Independente de Brasília, em substituição a Guarda Especial de Brasília (GEB). Ao desembarcarem, entre lágrimas de saudade, cantaram o Hino Nacional e o Hino dos Pioneiros. Além do uniforme de cor cáqui e boot marrom, na mala, poucos objetos pessoais. Desembarcaram numa terça-feira de carnaval e, no sábado, às 14h00, já estavam dispostos ao longo da Avenida W3 Sul, para atuarem na segurança nas festividades. A novidade chamava a atenção dos foliões. Quem eram aqueles homens? De onde vieram?
O Grupamento ocupou, inicialmente, um tosco galpão de madeira improvisado, apelidado de "FORTE APACHE" (atual Departamento de Polícia Federal), enquanto aguardava a construção do 1º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal - Batalhão “PIONEIRO”, hoje as instalações da Academia de Polícia Militar de Brasília.
 
Hoje, passados meio século desta saga, apenas alguns ainda sobrevivem e presenciam com orgulho o desenvolvimento e crescimento da Corporação, na certeza de que cumpriram com seus deveres.
Daqueles que já se encontram no “Batalhão Celestial” restam a saudade e as lembranças.
Brasília!
É todo teu o mérito de possuir, em teu seio, homens dignos que envergaram nossa farda miliciana. As marcas irreversíveis do tempo e os olhos marejados de lágrimas são testemunhas dessa acertiva.
É feliz quem gosta de se lembrar de seus ancestrais, que fala com alegria de seus feitos e de sua grandeza e quem, no final da bonita fila, vê colocado, silenciosamente, o seu próprio nome.” (Johann Wolfgang Von Goethe)


[1] Força policial criada para manter a ordem na área da construção de Brasília e nos núcleos habitacionais.
[2] Companhia Urbanizadora responsável pela construção da futura capital do Brasil. Durante o período das obras recebeu a incumbência de tratar da educação, cultura e lazer; saúde, segurança e transporte; finanças, telecomunicações e habitação; abastecimento de água e luz.

 
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