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Destinação do Parque do Guará para fins residenciais é motivo de preocupação para deputados

domingo, 10 de janeiro de 2016
O projeto, do Executivo, prevê o desmembramento de parte do terreno e enfrenta resistência entre parlamentares considerados da base e, principalmente, os de oposição
Isaac Marra
isaac.marra@jornaldebrasilia.com.br
A desafetação de uma área do Parque Ecológico Ezechias Heringer, mais conhecido como Parque do Guará, e sua destinação para fins residenciais deve compor a lista dos grandes embates previstos para a Câmara Legislativa em 2016. O projeto, do Executivo, prevê o desmembramento de parte do terreno e enfrenta resistência entre parlamentares considerados da base e, principalmente, os de oposição. 
O temor de que a aquisição do terreno pela iniciativa privada possa estimular a especulação imobiliária na região é compartilhado por, pelo menos, três parlamentares.
Para o deputado Wellington Luiz (PMDB), que pediu vistas do projeto na Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara, o projeto, em nome da transparência, precisa ser intensamente debatido. “Não sou do ramo, mas nem é preciso ser para saber que aquele terreno vale pelo menos R$ 1 bilhão”, avalia. 
Segundo ele, a venda em um momento de crise pode gerar ilações e acusações desnecessárias. “Tem que deixar bem claro se será moradia, comércio, empresas, quantos andares terão os prédios”, pondera o peemedebista. 
Especulação
O deputado Rodrigo Delmasso (PTN) expressa opinião semelhante. “Pode se tornar um ponto de especulação imobiliária estrondoso, que pode prejudicar até o mercado desse setor, além do risco de descaracterização, como ocorreu, por exemplo, no Sudoeste, onde quitinetes dividem espaço com oficinas e outros pontos comerciais”. 
Outro parlamentar contrário à ideia de vender parte do Parque do Guará é o deputado Bispo Renato Andrade (PR). “Querem tirar um pedaço do parque para especular no mercado imobiliário. Alguém vai ganhar com isso e não é população”, acredita.
Alteração é bem-vinda
Relator da matéria na Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo da Câmara, o deputado Rodrigo Delmasso é um dos que reprovam a destinação do terreno para erguer residências. “Aumentaria o adensamento populacional na região e, consequentemente, afetaria o conturbado trânsito, prejudicando, principalmente, quem mora no Guará II”, explica Delmasso.
O deputado, no entanto, pode mudar de opinião. “Se o projeto restringir o uso residencial e destinar a área para fins comerciais, com prédios até seis andares ou mesmo um centro comercial, aí vale a pena porque o Guará ganharia com a geração de empregos e mais um espaço de convivência”, avalia. 
Há quem considere a iniciativa desnecessária, mesmo com a alegação do governo de que os recursos da venda ajudariam a equilibrar as contas públicas. “Servirá apenas à especulação imobiliária, pois o governo não precisa mais fazer caixa, há dinheiro suficiente”, adverte o deputado Bispo Renato Andrade (PR). “Desfazer daquela área seria uma perda enorme para a comunidade, a verdadeira dona do patrimônio”. 
Segundo ele, o ideal é preservar o parque e até ampliá-lo para aumentar as opções de lazer da população.
Saiba mais
O deputado Rodrigo Delmasso acha insuficiente a justificativa do governo de que a área em questão está irreversivelmente degradada. 
Uma alternativa viável, segundo ele, em caso da não desafetação da área, seria fazer do local um grande espaço de convivência, um museu, ou até mesmo criar áreas para prática de exercícios físicos, caminhada e  ciclismo, entre outras opções.
“O terreno poderia se transformar em um mini Parque da Cidade, por exemplo”, projeta Delmasso. 
Na avaliação dele, a área conservada do campo de murunduns, onde existe o bosque da Rio+20, ficaria destinada à preservação ambiental, mantendo os  espaços de caminhada e convivência já existentes. Segundo ele, há sensibilidade do governo em relação à  restrição do uso residencial.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
 
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