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Entrevista – RAFAEL PRUDENTE – (PMDB) Investimentos para fomentar a economia

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Deputado diz que obras de infraestrutura podem ajudar o Distrito Federal a sair da crise
FOTO: ROBERVAL EDUÃO
SARAH PERES                                                                                                           Rafael Prudente nasceu em Brasília. Filho do empresário e ex-deputado distrital Leonardo Prudente, se formou em Administração de Empresas e se gaba de ter passado por todos os setores da empresa do pai. Isso o teria ajudado a fundar o próprio negócio, no ramo de segurança eletrônica, e a ter uma visão empresarial aguçada, que tem norteado o mandato de deputado distrital. 
Prudente foi eleito com 17.581 votos. Na entrevista a seguir ele faz um balanço dos primeiros meses de trabalhos e as bandeiras, que também incluem soluções em infraestrutura.
Que balanço faz deste primeiro mandato?
Bom, esse quase um ano de mandato foi bom. Estivemos desde janeiro fazendo diversas reuniões em todas as regiões administrativas, para ouvir os problemas e demandas da população. Nós continuamos fazendo esse trabalho, porque temos que ver quais são as prioridades das pessoas. Também apresentamos 62 Projetos de Lei, além de 780 indicações e de emendas que ainda devem ser analisadas pela Câmara Legislativa. Desses projetos, dois foram aprovados, sendo que agora estão nos trâmites finais para sua aplicação. O primeiro trata-se do Projeto de Lei que proíbe ônibus com motor dianteiro no sistema de transporte coletivo do Distrito Federal. Esse projeto é importante porque diversos motoristas de ônibus têm problemas de estresse e doenças de audição em decorrência do barulho que o motor faz. Foram 5 mil profissionais afastados por conta desses problemas e isso traz um custo altíssimo para o Estado, são mais de R$ 130 milhões gastos com esses  previdenciários. Outro projeto de minha autoria aprovado foi a PL 414/2015, que garante a doação de produtos apreendidos pela polícia para entidades filantrópicas. Serão roupas, artigos esportivos, brinquedos, calçados e materiais escolares apreendidos por conta de falsificação que serão doados em datas específicas, como no mês das crianças, no Dia das Mães e dos Pais e no Natal. 
O senhor também apresentou um projeto de isenção do IPVA para veículos com mais de 10 anos de uso. No que isso impactaria?
É  um projeto que está em análise. Atualmente em Brasília, o prazo é de 15 anos, mas diversos estados, inclusive o Goiás, mantêm o prazo de 10 anos. Com isso, nós vemos diversas pessoas comprando seus automóveis em outros estados, visando este benefício. Ainda nessa questão, outro projetos que estamos analisando estabelece algumas regras para os desmanches de veículos para a comercialização de autopeças. Essa proposta é importante porque não temos um controle das peças que são vendidas, desconhecemos sua procedência. Pois, após desmontar um carro e levar aquelas peças para venda, ninguém sabe que ela é fruto de roubo, por exemplo. Com esse projeto, poderíamos diminuir o número de furtos de veículos. Os locais de vendas de peças seriam cadastrados, após autorização do Detran. Assim, haveriam registros dos estabelecimentos e as peças a venda poderiam ser rastreadas. 
E como é a sua relação com o governo?
Ela é favorável, mas sem trocas. Tanto que eu não faço indicações de cargos para secretarias, administrações... Mas assim, sou bem recebido pelo governador, tenho boas relações. Não me estabeleço como base aliada ou de oposição. Temos uma relação saudável que prioriza a liberdade para trabalhar. Estamos em conjunto nos serviços para termos uma cidade melhor.
A cidade passa por uma crise de economia. Quais propostas apresentou pensando nessa situação?
Eu vejo que não acabamos com uma crise com aumento de impostos, onerando o cidadão. Iremos gerar receita através de investimentos. E podemos fazer isso facilitando a emissão de alvarás de funcionamento, reduzindo a burocracia que existe para se conseguir um. Toda a demora faz com que as grandes empresas não se estabeleçam aqui, gerando economia para a cidade. Nós sabemos que as indústrias querem se alocar na capital do país, quem não quer? Mas a burocratização da emissão de alvará já fez com que grandes empresas fossem para o Goiás, por exemplo. Temos os centros de desenvolvimento econômico, como o Polo JK em Santa Maria, mas o local não é de longe o que um dia foi proposto para ser. Existem outros estados, como o Acre, que proporciona incentivo fiscal às empresas e áreas para  as indústrias se firmarem. Quando falamos em incentivo, não é para dar dinheiro, porque isso não é preciso, mas é no sentido de facilitar essas burocracias. Ainda vejo que há um déficit no exercício desse trabalho nos próprios profissionais designados para a função, não há um treinamento. Então, devemos também realizar um treinamento dos administradores para que eles saibam lidar com a questão. Trazer esse mercado para Brasília é importante, porque gera renda e sobretudo, emprego.
Mesmo nesse cenário de crise, a Câmara Legislativa aprovou a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 em Brasília. O senhor acha que o turismo será o suficiente para cobrir os gastos com o evento?
É o que nós esperamos, pois isso nos foi apresentado. Mas nós vamos criar uma Comissão de Transparência para o acompanhamento das proposições do governo, para vermos se o dinheiro está sendo destinado para o que foi estabelecido. Teremos turistas na cidade e quem sabe alguns não escolhem montar sua empresa na capital? Ainda é uma chance única para Brasília, pois não sabemos quando teremos novamente a oportunidade de termos um evento desse porte, como as Olimpíadas, no nosso país. 
E como está o orçamento de 2016?
O orçamento está montado. Mas da minha parte, que é do orçamento de infraestrutura, nós estaremos destinando R$ 35 bilhões para as secretarias para que elas trabalhem nessa área, porque ainda há muito o que se fazer. Bom, nós também destinamos recursos para manter o projeto “Jovem Cangando” (Jovem Aprendiz), que por conta dos cortes anunciados, quase teve de ser suspendido por falta de verba. E nós conseguimos mantê-los, pois é um projeto importante. Também teremos verba para pagarmos nossos fornecedores, assim como a folha de pagamento.
No âmbito da infraestrutura, qual é o posicionamento quanto a regularização dos condomínios?
É uma situação complicada. Porque a Legislação de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos) deverá ser apresentada pelo governo apenas no ano que vem. Isso porque, cada governador quer apresentar a sua versão. E ainda tem que se abrir audiências públicas para falar do assunto com a sociedade. E ainda segundo o governo, se der tempo, essas reuniões devem ocorrer no final de 2016 para o início de 2017. Lembrando que são várias regiões que estão em situação irregular e as audiências devem passar por cada uma. Essa é uma demanda que deveria ser prioridade do governo. 
Quais são as principais propostas do mandato?
Bom, vou priorizar as questões de infraestrutura. Fazer obras de asfalto nas cidades do Sol Nascente e do Pôr do Sol, cito essas cidades porque estive nos últimos dias no local. Também vamos trabalhar na duplicação da BR-001 em Brazlândia, que é a única rodovia que não é duplicada e queremos construir o viaduto entre o Riacho Fundo II e o Recanto das Emas, porque no horário de pico o local fica um caos. Há, inclusive, 36 creches que devem ser construídas. Estamos apenas esperando as 22 creches que começaram a ser construídas na gestão do Agnelo Queiroz serem entregues, porque existem algumas coisas para serem finalizadas. Enfim, temos recursos para colocarmos em práticas essas obras e vamos cobrar para que elas aconteçam. 
Em relação ao seu pai, as pessoas ainda associam a sua imagem ao escândalo (Caixa de Pandora) que o envolveu?
Não acontece muito, mas é questão de tempo para que isso acabe. Tenho plataformas e pensamentos diferentes das do meu pai (Leonardo Prudente), não reciclei nada dele para o meu trabalho aqui. Eu realizei meus projetos, minhas propostas e por isso as pessoas me respeitam. Claro que tive uma instrução, porque ele já trabalhou como deputado e me deu algumas dicas, mas ele não interfere no papel que desempenho. Mas eu não me envolvo nessa questão, porque como qualquer filho, independente do que ele tenha feito, eu iria defendê-lo, como qualquer outro faria. Por isso prefiro não entrar muito. Mas ele me acompanha e me dá orientações de como melhor agir, pois como disse, ele tem experiência com esse trabalho.

Da redação do Alô
 
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