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Bem Informado Ninguém é Enganado

Bem Informado Ninguém é Enganado

Professores e médicos mantêm greve

terça-feira, 10 de novembro de 2015


Enquanto alguns órgãos retomam as atividades, professores e médicos, entre outros, seguem parados
Jurana Lopes e Manuela Rolim
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Em tempos de greve no Distrito Federal, cada dia é decisivo para os serviços públicos. Ontem, enquanto servidores de alguns órgãos optaram por encerrar a paralisação, como SLU e DFTrans, outros seguem firmes com a ideia de não aceitar a proposta de acordo feita pelo governo. Nessa última condição se encaixam   professores, médicos    e agentes do Detran, por exemplo. 
Parados desde   15 de outubro, os docentes   decidiram manter a greve, que já dura 26 dias. Após  assembleia  na Praça do Buriti, cerca de quatro mil servidores fecharam o Eixo Monumental  e seguiram na contramão até  o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). O ato foi uma maneira de protestar contra a recomendação que o MP fez para que os professores parados tenham o ponto cortado. Por cerca de 40 minutos, o trânsito no  sentido Rodoviária  ficou prejudicado.   
Segundo Cléber Soares, diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro- DF), a última proposta enviada pelo governo avança nas questões administrativas e pedagógicas, mas os itens não são claros e o documento ainda precisa ser editado. 
“Levamos essa proposta para as assembleias regionais, que ocorreram na última quinta-feira, e ninguém vai aceitar receber o reajuste de 3,7% somente em outubro do ano que vem. Além disso, a condição do GDF em pagar o retroativo somente em 2017 é um absurdo. O governo precisa apresentar um cronograma com datas mais viáveis”, explicou Soares.
Corte de ponto
O sindicalista sustentou que a categoria não vai dar o braço a torcer por conta da ameaça de corte de ponto. “Não concordamos com a recomendação  e, caso não haja o pagamento dos dias parados, simplesmente  não haverá reposição de aulas. Dessa forma, o MP quer prejudicar os estudantes”, afirmou. 
O Ministério Público entendeu que o direito de greve não se sobrepõe ao direito à educação dos estudantes. A Secretaria de Educação   tem dez dias para informar aos promotores as providências que serão adotadas.
“A greve não é só pelos 3,7% de aumento devidos à categoria. Queremos evitar  retrocessos, como entregar a educação pública às organizações sociais.  A posição do governo em não negociar mostra o que o GDF enfrentará nos próximos três anos”, enfatizou Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro. 
Oportunidade de lucrar
Enquanto os servidores do DF não entram em acordo com o governo, quem aproveita para ganhar dinheiro são os ambulantes, que têm feito da Praça do Buriti um verdadeiro mix de barracas, onde é possível encontrar desde água e picolé  até   pastéis, crepes e churrasquinhos.
Situações opostas
No último dia 20, o movimento grevista dos professores foi considerado ilegal e abusivo pela Justiça, que determinou aplicação de multa diária ao sindicato  no valor de R$ 400 mil, caso a categoria não retornasse às salas de aula.  
O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) deve se encontrar com o governo para uma nova mesa de negociações ainda hoje. Uma  assembleia da categoria está marcada para amanhã, às 9h, na Praça do Buriti. 
Trégua
Com avanços considerados importantes na pauta administrativa, os servidores da Educação que trabalham no setor administrativo das escolas públicas do DF, ao contrário dos docentes,  decidiram suspender a greve até o início do ano letivo de 2016. 
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Escolas Públicas no DF (SAE-DF), a  discussão sobre o pagamento da reestruturação da carreira, do reajuste do auxílio-alimentação e da conversão da licença-prêmio em pecúnia quando da aposentadoria do servidor serão pontos discutidos no começo do ano que vem.
SindMédico exige melhorias
A greve dos médicos continua. Essa foi a decisão da maioria em assembleia da categoria, realizada ontem, na sede do sindicato. Com 47 votos a favor da paralisação e 43 contra a permanência do ato, a reunião, ainda que dividida, terminou, por volta das 22h, com os profissionais da saúde irredutíveis. Hoje, às 15h, haverá outro encontro do grupo para definir as próximas ações. 
Na ocasião, o desgaste da categoria depois de pouco mais de um mês de paralisação foi ressaltado. No entanto, a revolta diante da postura do Governo de Brasília é maior, destacou o Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico-DF). "A questão do reajuste salarial e do retroativo são algumas das reivindicações. Somado a isso, temos as péssimas condições de trabalho, como a falta de equipamentos e medicamentos básicos e o orçamento para a saúde, que é insuficiente", afirmou o SindMédico, por meio da assessoria.
“Travamento da máquina”
Na semana passada, o presidente do sindicato, Gutemberg Fialho, se envolveu em uma polêmica após a divulgação de um vídeo em que ele  considera “travamento da máquina pública” caso os servidores retornem “sem nada”. O fato fez com que a Secretaria de Saúde abrisse uma sindicância para apurar o discurso.
Fialho, porém, alegou ter sido mal interpretado quando falou sobre “boicote ao governo” durante quatro anos. Ele explicou que não se referia aos médicos, mas aos servidores em geral. O presidente ressaltou que foi um apelo para que o governo apresentasse uma proposta para evitar o radicalismo da greve.
Em relação à Saúde, Fialho afirmou que abrir  sindicância foi uma maneira de desviar o foco dos problemas de gestão da rede pública.  
Vaivém ao trabalho
Segundo André Luiz da Conceição, presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do DF (Sindser-DF), cerca de dois mil servidores da Novacap continuam em greve, e uma nova assembleia será realizada hoje, às 10h, em frente à sede da companhia. 
Ligados ao Sindser-DF, os servidores do DFTrans, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Secretaria de Agricultura e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) decidiram aceitar a proposta do GDF. 
“O governo reconheceu que deve pagar o retroativo aos servidores. É uma conquista. Entretanto, o que motivou as categorias a votarem pelo fim do movimento foi o avanço na discussão de pautas administrativas”, esclareceu André.
Os servidores do Departamento de Trânsito (Detran-DF) continuam de braços cruzados, e quem precisa resolver alguma questão no órgão vai precisar de paciência. A categoria realiza assembleia hoje, às 9h, no estacionamento da sede. 
Em assembleia na noite de domingo, os metroviários decidiram pela continuidade da greve, iniciada há uma semana. Com o movimento paredista, os trens só circularam parcialmente, das 6h às 9h e das 17h30 às 20h30. 
Os servidores da Companhia Energética de Brasília (CEB) entraram ontem em greve por tempo indeterminado. A categoria cobra maior índice no reajuste salarial, aumento do piso, pagamento de auxílios transporte e creche e fornecimento de indenização no caso de morte ou invalidez permanente. De acordo com o sindicato, serão mantidos os serviços emergenciais  e um quadro mínimo de 30% para a população não ser prejudicada.
Em nota, a CEB disse que informa os servidores sobre a situação econômico-financeira da empresa. “Apesar de sensível à demanda dos trabalhadores, neste momento, a CEB está impossibilitada de conceder reajustes sob o risco de agravar ainda mais suas finanças e, consequentemente, prejudicar a recuperação da rede de energia do Distrito Federal”. Ao todo, a empresa tem 980 servidores.
Nova cobrança do MP
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) enviou novo ofício à Secretaria de Educação solicitando informações sobre a situação da greve dos professores. No documento, o Ministério Público estipula o prazo de 48 horas para a pasta informar o quantitativo de professores, por regional de ensino, que tiveram o ponto cortado em razão da greve e a relação de todas as escolas que aderiram à paralisação desde o início do movimento.
A medida visa assegurar a volta dos alunos às escolas e o cumprimento dos dias letivos e das horas-aula estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases da educação brasileira.
A Promotoria de Justiça de Defesa da Educação (Proeduc) já havia recomendado à Secretaria de Educação a suspensão imediata do pagamento de todos os dias parados para todos os servidores que aderiram ao movimento grevista, além do desconto dos vencimentos de todos os dias não trabalhados.
Para o MPDFT, apesar da declaração da ilegalidade da greve, decidida pela Justiça do DF em outubro, e da recomendação expedida pela Proeduc, a paralisação dos professores permanece e causa prejuízo aos alunos da rede pública e à toda a população do Distrito Federal.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
 
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