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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Usuários reclamam de falta de abrigos em paradas de ônibus

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Segundo o DFTrans, há um déficit de 1,5 mil paradas. Entre os pontos atuais, 20% precisam de reformas
A seca está chegando ao fim  e o período de chuvas se aproxima. Mas, para quem precisa pegar ônibus e usa uma parada que não possui abrigo, não se sabe em que época do ano a situação é pior. A falta de pontos de ônibus é um problema que afeta todo o DF. Em algumas cidades, há paradas inclusive sem placa. Nesses casos, os pontos são considerados “habituais”, ou seja, porque a população criou o hábito de esperar o ônibus naquele local.
Por meio de denúncia feita pelo WhatsApp do JBr., a técnica em enfermagem Rosana Rodrigues, 32 anos, moradora de Ceilândia, contou que a parada de ônibus perto de sua casa, na QNO 16, está caída e não atende as necessidades de quem precisa esperar pela condução no local. 
“A parada caiu completamente. Moro aqui há 20 anos. Desde quando eu era criança, ela já era sem estrutura e, com o tempo, a situação ficou pior. No calor, é insuportável ficar lá e, quando está chovendo, mesmo com guarda-chuva, a gente se molha”, relata Rosana.
Segundo a técnica em enfermagem, muitos moradores preferem esperar o coletivo do outro lado da pista, embaixo de uma marquise de uma padaria. “Às vezes, não dá para atravessar a pista, porque é mão dupla e muita gente acaba perdendo o ônibus por estar do outro lado da parada. Com o sol forte, é impossível ficar lá embaixo e, na chuva, é pior”, afirma. A moradora conta que, à noite, local é perigoso, e que os assaltantes se aproveitam da falta de luminosidade e estrutura da parada para assaltar quem chega.
Falta organização
Joilson Reis, 26 anos, promotor de vendas, utiliza com frequência a parada de ônibus e acha que falta organização por parte do governo para arrumar os pontos do DF. “As telhas que tinham nessa parada caíram recentemente. Eu acho um absurdo o cidadão ter de pagar caro por uma passagem e não ter nem ponto decente para usar. É preciso reformar as paradas antigas e construir novas”, analisa.
Para a estudante Alessandra Ferreira, 16 anos, a maioria das paradas de ônibus do Setor O precisa  de reparos. Segundo ela, algumas têm cobertura, mas faltam bancos, e vice-versa. “Não tem para onde correr. Quando está sol, a gente tem que procurar sombra em algum lugar e, quando chove, mesmo com o guarda-chuva, a gente se molha”, relata a moradora.
Manutenção só com novas licitações
De acordo com o Transporte Urbano do DF (DFTrans), o DF possui 4.737 paradas de ônibus. Mas somente 2.935 possuem abrigos. As outras são sinalizadas com placa ou nem possuem sinalização. Segundo o DFTrans, o déficit é de 1,5 mil pontos.  O órgão informou que, em todas as regiões administrativas, há abrigos que precisam de reparos – cerca de 20% dos pontos, isto é, 600 abrigos.
Segundo o diretor-geral do DFTrans, Léo Cruz, o contrato de manutenção se encerrou em março, e quaisquer reformas agora somente poderão ser executadas por meio de novas licitações. A previsão, por conta de restrições orçamentárias, é de que, até o início de 2016, seja retomada a manutenção, bem como a construção de abrigos.
“Estamos concluindo um termo de referência, que é o projeto básico dos abrigos. Com esse termo, podemos abrir licitação a qualquer momento. Porém, é preciso que o governo tenha uma melhoria no orçamento”, explica. Segundo Cruz, não é possível instalar abrigos em todos os locais, pois alguns não têm espaço e, por isso, somente placas são instaladas.
Em Águas Claras, que também sofre com a falta de pontos adequados, a doméstica Mirtes de Souza, 41 anos, relata que alguns motoristas não querem parar. “Tem ônibus que passa direto. O governo precisa tomar uma providência”, afirma.
Saiba mais
Em Águas Claras, há várias paradas de ônibus que não possuem, sequer, placa de sinalização. Além disso, com a falta de abrigo, o pedreiro Raimundo Batista, 45 anos, fica escorado no poste quando faz calor para conseguir se manter na sombra. Em período de chuva, ele garante não esquecer o guarda-chuva.
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília
 
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