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Bem Informado Ninguém é Enganado

Bem Informado Ninguém é Enganado

Do Alto da Torre Eduardo Brito (20/05)

quarta-feira, 20 de maio de 2015
Padrão ao receber deputados
Embora se queixem de que vários dos secretários não os recebem, os distritais não podem repetir a lamentação quando se trata do governador Rodrigo Rollemberg. Nas últimas semanas, Rollemberg tem recebido a turma, tanto em grupo quanto em audiências individuais. Só ontem esteve com dois distritais, além de dois senadores. Mas não se pode dizer que os deputados saiam dos encontros felizes da vida. Ouvem explicações circunstanciadas sobre as contas públicas e apelos para que votem com o Buriti na Câmara Legislativa, mas raramente veem atendidos pedidos de espaço no governo ou de recursos para eventos que interessam suas bases.  Ontem, tanto  Ivonildo Lira (foto), quanto Juarez Oliveira prometeram apoio — embora Juarezão não conseguisse sequer que os recursos destinados à Festa do Morango retornem ao volume do ano passado. 


Lista de oito 
Nada disso impede que, em conversas particulares, os distritais insistam em que apenas oito deles já conseguiram algo de substancial no atual governo. Todos sabem a listinha de cor e salteado.



Explicações para a ruptura
A turma da distrital Telma Rufino está convencida de que a verdadeira razão para a ira da direção do PPL contra ela foi sua assinatura na CPI do Transporte. Em contrapartida, caso Telma Rufino deixe o mandato, haveria convicção de que a suplente defenderia o DFTrans, que era dirigido pelo presidente regional do partido.



Via-crúcis da esquerda tradicional
A esquerda tradicional brasileira está ainda seguindo sua via-crúcis. A convenção do PV, que elegeu vice nacional o presidente de sua regional brasiliense, o ex-secretário Eduardo Brandão, recebeu ninguém menos do que Amauri Pessoa, antigo cacique do Partido Comunista Brasileiro. Nessa condição, Amauri participou da criação do sucessor PPS, de que foi um dos dirigentes. Lá permaneceu até a intervenção de dois anos atrás, quando era chefe de gabinete do distrital Cláudio Abrantes. Como se sabe, Abrantes deixou o partido — Amauri o seguiu — e se filiou ao PT. Amauri não chegou a tanto. Agora, Cláudio Abrantes está em rota para a Rede. Amauri ainda não assinou a ficha do PV.


Só falta a carteirinha 
O deputado federal brasiliense Alberto Fraga protocolou requerimento, na Comissão de Segurança Pública,  para convocar o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, professor emérito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É que, à falta de coisa melhor para fazer, o professor afirmou que a única diferença entre policiais e bandidos seria a carteira profissional. A declaração aconteceu na Universidade Federal do Paraná. “Esse tipo de declaração é absurda. O policial arrisca sua vida diariamente para garantir a segurança da população. Os policiais precisam ser tratados como heróis”, afirmou um furioso Alberto Fraga.


Brasiliense fica no conselho 
O advogado Esdras Dantas de Souza foi reconduzido ao cargo de representante da advocacia no Conselho Nacional do Ministério Público em sessão plenária do Conselho Federal da OAB. A recondução, que o mantém no posto até 2017, atende ao grupo liderado pelo atual presidente da OAB  brasiliense, Ibaneis Rocha, que compareceu à sessão acompanhado de toda a sua diretoria. Esdras Dantas de Souza, que já presidiu a OAB-DF, e Walter de Agra Júnior continuarão seus trabalhos como integrantes da advocacia junto ao CNMP. Os cinco candidatos ao cargo – houve uma desistência – foram sabatinados pelo Conselho Pleno da OAB e responderam a questões sobre a atuação do Ministério Público em casos como os sistemas de vigilância, a autonomia para investigar e criminalização da advocacia.


Condições para demitir
A vice-presidente da Câmara Legislativa, Liliane Roriz, usou a tribuna ontem para sair em defesa dos servidores públicos do Distrito Federal. A parlamentar tranquilizou os concursados ao afirmar que a informação sobre possível demissão dos funcionários de carreira não condiz com a realidade. “Para que isso ocorra, seria necessário o governo ultrapassar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e, mesmo assim, teria os dois quadrimestres seguintes para corrigir esse excedente”, explicou.


Opção trágica
Segundo a distrital, hoje uma das maiores defensoras do governo Rollemberg na Casa, chegar ao ponto de exonerar servidores seria a última e mais trágica opção, coisa que está longe de ocorrer. “Antes disso, o governo pode, por exemplo, diminuir os salários dos cargos comissionados aprovados no governo Agnelo, reduzir órgãos públicos, cortar jornada de trabalho, aumentar a arrecadação, muitos cortes que o governo já vem fazendo na própria carne”, assegurou.


Risco até de inelegibilidade
Além disso, frisou a parlamentar, o governador Rollemberg – acredita ela – não correria o risco de ultrapassar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, já que culminaria na inelegibilidade do chefe do Executivo. “Seria no mínimo estranho o governador optar por esse caminho tão absurdo”.  


Novo enfoque para a terceirização...
O senador brasiliense Cristovam Buarque surpreendeu no debate sobre a terceirização, ao propor um novo enfoque para o tema. Não, Cristovam não aceita aprovar o projeto de terceirização nos moldes propostos pela Câmara dos Deputados. “Nós estaríamos precarizando o mercado de trabalho e, pior, aumentando os riscos que correm os trabalhadores com a redução das multas em caso de demissão”, alertou. Entretanto, também não se pode manter a legislação trabalhista como está. “Não fazer nada, deixar o quadro trabalhista como está ao longo dessas décadas, desde que Getúlio Vargas fez a CLT, e outras leis foram sendo adicionadas, é prevaricar com o futuro do Brasil”, advertiu Cristovam.


...já que a tecnologia exige mudanças
O grande desafio, diz o senador, é que se vive momento de mutação muito grande na área da tecnologia. “Se não adaptarmos as leis de décadas atrás à realidade da dinâmica tecnológica, estaremos prejudicando o futuro: não podemos ignorar que trabalhador se relaciona com equipamentos”, ensina o senador. As profissões estão mudando e é necessário criar uma dinâmica tal que possa proteger o trabalhador, mas sem frear a inovação tecnológica e a adaptação a ela. “Frear não se consegue e a gente vai afetar a competitividade se não mudar as regras que estão aí. E, se perdemos competitividade, o capital perde eficiência e cria desemprego ao trabalhador. O patrão é o primeiro a perder, e fecha sua empresa, mas o trabalhador perde o seu emprego”, afirmou o senador.

 
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