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Bem Informado Ninguém é Enganado

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Militantes em defesa de autistas cobram medidas concretas de apoio

domingo, 5 de abril de 2015

"O Estado finge que não vê o autista. E muitas vezes age como se fosse autista". O alerta feito pela vice-presidente da Associação dos Amigos dos Autistas do Distrito Federal (AMA/DF), Marisa Cordeiro, nesta quarta-feira (1º), em sessão solene da Câmara Legislativa para comemorar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, reflete o sentimento de pais e professores que lidam com os problemas enfrentados por pessoas com o distúrbio. O evento, de autoria do deputado Wellington Luiz (PMDB), atraiu para o plenário da Casa dezenas de participantes, que relataram suas dificuldades para garantir saúde, educação e transporte de qualidade para os autistas do DF.
"Temos que aproveitar este dia de comemoração para discutir medidas que nos ajudem a combater o preconceito contra essas pessoas, e também para cobrar do Estado o direito à dignidade humana", ressaltou Wellington Luiz, ao manifestar que continuará lutando pelas reivindicações apresentadas na sessão, como a reforma das instalações do Instituto de Saúde Mental (ISM), localizado no Riacho Fundo.
"Enfrentamos muitas barreiras na busca de soluções para o atendimento dos nossos filhos e de todos os autistas que precisam de apoio do Estado. O custo de manutenção de nossa entidade é altíssimo e sobrevivemos graças às contribuições dos associados", relatou Marisa Cordeiro, da AMA/DF. Hélcia Dourado, mãe de um adulto autista, afirmou que, quando os autistas são crianças, as pessoas dizem: "Ah, que bonitinho, como se fossem gatinhos", mas quando os autistas chegam à fase adulta muitos acabam "enjaulados" em suas casas, por falta de vagas e espaços adequados para tratamento.
A presidente do grupo Tudo Azul (movimento de pais e amigos pelos direitos de autistas e pessoas com transtornos globais de desenvolvimento), Leide Araújo, defendeu a necessidade de o governo local contratar mais profissionais especializados para atender os autistas, enfatizando as dificuldades de diagnóstico. "Por isso, temos que lutar sempre pela conscientização da sociedade, além de criar um movimento de apoio mútuo junto ao governo", frisou.
O secretário de Saúde do DF, João Batista de Sousa, anunciou que pretende expandir as parcerias com as entidades representativas dos autistas, dentro de uma política ampla de apoio às pessoas com necessidades especiais. "Vamos estabelecer uma nova rede de atendimento psicossocial", afirmou, garantindo que o governo vai analisar a proposta de reforma do Instituto de Saúde Mental (ISM).
A representante da Secretaria de Educação e coordenadora de Educação Especial, Ana Cristina Correa, disse que, apesar da falta de pessoal em toda a rede de ensino, uma das metas para a educação pública deste novo governo é a oferta de maior especialização no atendimento aos alunos com necessidades especiais. Ela lamentou o fato de emendas parlamentares aprovadas pela Câmara Legislativa, em favor da educação especial, não terem sido cumpridas em gestões passadas.
Apoio – O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) enfatizou que, apesar de representarem cerca de 1% da população, os autistas ainda não são tratados como cidadãos dignos de atenção especial por parte do Estado. Já o colega Robério Negreiros (PMDB) destacou que a sociedade tem uma "dívida" tanto com os autistas, como com os outros segmentos de pessoas com deficiências diversas. Ele propôs a criação na Câmara Legislativa de uma Comissão Especial de Apoio à Pessoa com Deficiência.
Zildenor Ferreira Dourado - Coordenadoria de Comunicação Social (CLDF)
 
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